A cartilha tem sua origem nos silabários do século XIX e é posterior, evidentemente, ao surgimento das metodologias de alfabetização que, segundo José Juvêncio Barbosa (1990) remontam a antiguidade. Neste modelo de ensino o aprendiz deveria seguir um caminho que ia do mais simples ao mais complexo, do ponto de vista do adulto, num processo cumulativo: letras, sílabas, palavras, frases, textos. Para ir de uma fase a outra, por exemplo, de sílabas para palavras, a fase anterior, sílabas, necessitava ter sido dominada pelo educando. O aluno iniciava seu aprendizado pelo alfabeto. Deveria demonstrar reconhecê-lo, dizendo-o de cor e salteado, utilizando para isso a soletração.
Por causa da facilidade no aprendizado por meio desta técnica, rapidamente a cartilha tornou-se o principal aliado na alfabetização brasileira até o início dos anos 80, quando o construtivismo começou a tomar forma.


























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